Postagens

Configurar RedHat 5 para utilizar o repositório do CentOS 5 no Vault

Antes de mais nada é preciso dizer que não é recomendado utilizar uma versões tão antiga do RedHat/CentOS, principalmente se ela estiver acessível publicamente na Internet, visto que são versões já sem suporte à algum tempo e que não estão recebendo atualizações de segurança que podem ser críticas. Mas se por qualquer necessidade você precisa utilizar essa versão, este procedimento pode ser útil. Principalmente se você utiliza o RedHat e não possui uma subscription ativa. Aviso: Não execute esse procedimento em instalações RedHat que estejam em produção. Apesar do CentOS ser teoricamente uma 'cópia' do RedHat, compilado a partir dos mesmos códigos fonte, ainda assim é possível que em nível binário existam diferenças que quebrem a aplicação que está rodando no servidor. Limpando cache local do yum: # yum clean all Baixando pacotes mais recentes do release do CentOS 5, do YUM e da lista de mirrors: # wget http://vault.cento...

Criar ASM Diskgroups dentro de volumes NFS

Imagem
Neste artigo vou abordar a utilização de arquivos em volumes NFS como discos ASM. A ideia dessa configuração surgiu da minha necessidade de montar um ambiente de laboratório com Oracle 12c em RAC usando o Hyper-V do meu notebook. Como o Hyper-V não suporta (até o momento em que este post foi criado, em 2016) o compartilhamento de discos entre VMs quando usados apenas discos locais, foi necessário buscar um método alternativo para criar o ambiente. Dessa forma, além das duas máquinas virtuais para os hosts do RAC, criei mais uma para ser o servidor NFS. Aviso: Apesar da utilização de arquivos em volumes NFS como discos ASM ser uma configuração suportada pela Oracle, ela deve ser utilizada com muita cautela, principalmente se pretende usá-la em produção. A utilização de volumes NFS requer a montagem no modo "hard", o que faz com que a instância ASM ou o Database esperem indefinidamente por uma resposta do servidor NFS quando este fica...

Configurar Instâncias Oracle com Linux HugePages

Os Sistemas Operacionais Linux possuem uma funcionalidade muito interessante chamada de HugePages, que quando usada por um banco Oracle oferece grandes ganhos de performance. HugePages consiste em tornar os blocos de alocação de memória muito maiores do que os 4KB padrão. No Linux os HugePages possuem 2MB por padrão. Outra vantagem é que os HugePages são sempre alocados na memória física e nunca vão para a área de swap. Na verdade esses blocos de memória sequer são considerados como candidatos a ir para swap. Configuração A primeira coisa a ser feita para a configuração é identificar quanta quantidade de memória você necessita para ser usada como HugePages. No caso de uma instância Oracle você deve alocar uma quantidade de memória suficiente para acomodar todo o seu SGA. Para isso use a fórmula abaixo. X = Y / Z Onde: X: Quantidade de HugePages necessárias Y: Tamanho do seu SGA também em KB Z: Tamanho do HugePage em KB Obs.: Uma dica é ...

Duplicando um Database Oracle à partir de um backup

Imagem
Essa atividade é normalmente referida como Duplicação da base (duplicate database) ou Clone da base (clone database) e consiste basicamente em criar uma copia do database em uma outra instância, sem afetar o database original. A duplicação pode ser feita de duas formas A partir do database original ativo, chamado de from active database; ou A partir de um backup do database original. Existem várias situações que podem exigir que você crie uma cópia de um Database, entre as mais comuns está a duplicação de uma base de produção para validar a aplicação de um patch importante e de alto risco no ambiente. Outra situação que pode solicitar essa atividade é restaurar uma versão antiga do banco para recuperação de dados que podem ter sido deletados ou expurgados, sendo que essa recuperação tem que ser feita em paralelo à base atual. Nota: Com o lançamento da versão 12c e da feature Multitenant, o processo de duplicação de CDB (container d...

Converter um certificado PFX para o formato PEM

Podemos converter um arquivo de certificado PFX em dois tipo de arquivos PEM: deixando o certificado e a chave privada no mesmo arquivo, conhecido como PEM combinado, ou separando o certificado e a chave privada em arquivos separados. Nos dois casos iremos utilizar o utilitário OpenSSL que possui compilações tanto para Linux quando para Windows. Para converter um certificado PFX em um arquivo PEM combinado, utilize o comando abaixo. # openssl pkcs12 -in certificado.pfx -out certificado.pem -nodes Onde: - certificado.pfx: o arquivo de entrada no formato PFX. - certificado.pem: o arquivo PEM que será gerado, contendo tanto o certificado quando a chave privada. Para converter o certificado PFX para arquivos PEM separados (certificado + chave privada), utilize os comandos abaixo. Extraindo a chave privada: # openssl pkcs12 -in certificado.pfx -nocerts -out certificado.key -nodes Onde: - certificado.pfx: o arquivo de entrada no formato PFX. - c...

Converter um certificado PEM/CRT + KEY para PFX

Para converter um certificado que está no formato PEM/CRT juntamente com o arquivo de chave privada (KEY) em um arquivo PFX, que pode ser usado de forma mais simplificada em ambientes Windows/IIS, precisamos do OpenSSL . Caso esteja usando uma máquina com Linux, ele já estará disponível. Para instalar no Windows baixe a partir deste site . O comando abaixo é que faz a mágica. # openssl pkcs12 -export -out certificado.pfx -inkey privateKey.key -in certificado.pem -certfile CACert.crt Onde: - certificado.pfx: arquivo a ser gerado. - certificado.pem: arquivo com o certificado no formato PEM. Pode estar com a extensão .crt também. - privateKey.key: arquivo com a chave privada do certificado. - CAcert.crt: arquivo com o certificado da entidade certificadora e os certificados intermediários. Este item não é obrigatório. Obs.: um erro que costuma ocorrer é quando algum dos arquivos de entrada (pem, key ou crt) estão codificados com UTF8 BOM. O OpenSSL não...

Conectar em Instâncias BLOCKED ou RESTRICTED via listener

Eventualmente você pode se deparar com a seguinte mensagem de erro: ORA-12528: TNS:listener: all appropriate instances are blocking new connections Essa mensagem ocorre quando você está tentando conectar via listener em um database que foi colocado no estado RESTRICTED ou que foi iniciado no modo NOMOUNT. Obs.: Esse erro não ocorre se você conectar localmente ao database usando o protocolo bequeath (BEQ), ou seja, quando conecta usando "# sqlplus /", pois nessa situação você não está usando o listener. Nas conexões locais o próprio client (sqlplus) realiza um  fork  no  dedicated process  do Oracle e estabelece uma comunicação com ele usando 2 pipes, um para escrita e outro para leitura. Essencialmente é a mesma ação que seria realizada pelo listener para atender uma solicitação de conexão. Esse erro é comum de ocorrer quando está clonando um database devido à necessidade de fazer o RMAN conectar no database "auxiliary" enqua...